LUIZ AUGUSTO XAVIER

Quarta-feira gorda

Grande noite! Não poderia ter sido melhor a quarta-feira para o futebol de Curitiba. Três vitórias, duas goleadas e tudo de bom. Quase ia escrevendo, por costume, que teria sido bom para o futebol paranaense, mas aí me lembrei do enrosco do Rio Branco em casa contra o Avaí, impedindo os 100% de aproveitamento de nossos clubes nos torneios nacional e continental. Pena, pois vinha ganhando e conduziria o jogo de volta, em Florianópolis, com vantagem do empate e até por derrota de um gol. Mas permitiu o empate e agora terá de vencer fora ou pelo menos marcar dois gols para qualquer empate.
Mas os três grandes não decepcionaram. Pelo contrário, cumpriram exatamente o que deles se esperava. Um pouco mais, talvez, em alguns casos. Coritiba e Atlético, por exemplo. O Coxa passava por dias tensos, cobranças e desconfianças com o método de trabalho do técnico Guilherme Macuglia, especialmente a partir do instante em que decidiu abrir mão dos meninos da casa em troca de alguns veteranos sem muita história para contar. Veio o susto do Caxias no gol de empate, mas aí os garotos começaram a ganhar espaço, entraram em cena e a vitória não só veio como virou goleada. Tudo bem, tempo para respirar, vaga garantida para a segunda fase e apenas algumas queixas contra o treinador, já marcado pela torcida e talvez sem muito futuro no clube.
O Atlético também fez além da conta. Tentaria vencer por dois gols de diferença para evitar o aperto do calendário com o jogo de volta contra o Coxim. Já foi fazendo logo quatro, levou dois (e já houve quem imaginasse uma possível repetição de partidas anteriores, com reação do adversário), mas fechou a partida com goleada e com a convicção do técnico Vadão de que realmente os “palpiteiros de plantão†tinham razão: com Evandro no lugar de Cristian o time flui com naturalidade ao ataque, equilibrando os setores e harmonizando as peças. Ou seja, Vadão percebeu que nem sempre se trabalha com uma verdade absoluta.
Do Paraná Clube se esperava a vitória, poderia ter vindo a goleada porque o time boliviano é muito ruim quando joga sem seu principal reforço, a altitude – os tricolores devem torcer contra o Bamin Real Potosí, para que o jogo de volta, lá perto do céu, já não valha mais nada para eles. Não aconteceu, houve alguns gols perdidos no primeiro tempo, mas nada a se lamentar. A liderança do grupo é o que vale, embora a equipe ainda esteja devendo a tal “apresentação impecável†proposta pelo técnico Zetti. Quem sabe contra o Flamengo, quando estará em jogo a primeira colocação na chave?


 
©2004 - Radio Gol, Todos os direitos reservados